Já se deu um minuto hoje? Não? Tenho umas dicas de livros e séries para você relaxar!

Porque um tempo relaxante com você mesmo, na maioria das vezes, é o melhor presente que alguém pode receber


Arte de @coilyandcute (insta)


Olha eu aqui, finalmente de volta. Meu plano orginal, quando criei esse blog, era postar algo, pelo menos uma vez por semana (risos). Iludida a garota aqui, não é mesmo? 

Desde o meu último post, muita coisa maluca aconteceu em minha vida. Algumas vitórias, outras decepções e perdas de pessoas maravilhosas. Mas temos que seguir em frente, não é mesmo? E foi pensando nisso, que me vi perguntando a mim mesma: "quando foi a última vez que dei um tempo para mim mesma?". 

Com aulas online, trabalhos para entregar, eventos para organizar, cursos para fazer, casa para limpar e provas para responder, me vi vivendo um dia após o outro e aquelas coisas mais simples, as que mais tinha prazer de fazer no tempo livre, como ler um livro leve e relaxante, tocar meu ukulele, ouvir as vozes magnifícas e pacíficas de Birdy e AnaVitória, ficaram total e completamente de lado.

Não seria a primeira vez, é claro, que eu não tiro um tempo para mim mesma. Morando longe de casa, em uma cidade agitada e estudando horrores, já quase não tinha tempo livre. Mas, em um momento maluco como esse em que estamos vivendo, em que nem podemos abraçar ou beijar nossos amigos e familiares, toda pressão do cotidiano, medos e inseguranças de uma realidade normal são multiplicados ad infinitum, o que somente facilita para que a gente se perca naquele canto escuro, frio e solitário da nossa mente, também conhecido como depressão.

Não posso prometer que as dicas a seguir vão te ajudar, mas como me ajudou muito, acho que não custa nada compartilhar com você, leitorx.

  • Comece com um belo banho💦

Isso é o que eu chamo de um lindo começo. Para mim, um banho não é só um momento extremamente relaxante, mas sim um ritual íntimo e solitário, no melhor sentido da palavra. É onde você encontra a si mesmo e tem consciência de seu próprio corpo, com a àgua correndo sobre a sua superfície, lavando todas as impurezas para fora de você. É um momento só seu que, muitas vezes, não damos o devido valor. Na correria do dia-a-dia, o banho vira somente mais uma obrigação e não um recomeço.

  •  Vista algo bem confortável (ou não vista coisa alguma 🙅)

Sei o que você deve estar pensando: "como assim, a senhorita quer que eu fique peladx?". Ué e porquê não? Esse é um momento só seu! Você realmente já se viu sem roupa, de verdade, alguma vez em sua vida? Somos tão ensinados à ter vergonha de nosso corpo que não nos sentimos confortáveis em nossa própria presença sem estarmos escondidos.

Inclusive, caso esteja achando que eu sou louca, fique sabendo que eu não sou a única que gosta de ficar como eu vim ao mundo quando tenho a oportunidade não, viu? Olha o Rei da Comédia brasileira dando a mesma dica aí:


Mas, caso não se sinta tão confortável como o Whindersson estando peladx, vista algo bem confortável, alguma roupa que te faça se sentir bem e leve consigo mesmx.

  • Que tal um autocuidado caseiro? 👸💁


Essa é aquela parte que a gente finge ser rica e estar em um spa de luxo. Eu não sei vocês, mas eu amo, quando possível, gastar uma manhã inteira em mim. Hidratar os meus cabelos com óleo de coco e abacate, esfoliar o rosto com bicarbonato de sódio, arrancar os cravos de minha testa, todas essas coisas me transmite uma paz imensa!

Acho que a melhor maneira de começar, depois do banho, é fazendo um bom chá, o meu favorito é maracujá com um pouquinho de açúcar... (Nossa, me sinto no céu) Depois, você pode se dedicar ao que mais gosta de fazer, desde aquela automassagem nos pés, até onde sua imaginação te levar. O que importa é só uma coisa: você se sentir bem!

  • Leia um livrinho leve e de bem com a vida📖

Essa, acho que é uma das minhas partes favoritas. Havia um bom tempo desde que tinha lido um livro só por prazer e não estudo e, quando finalmente o fiz, me senti tão bem e leve ao conhecer realidades, personagens e formas de escritas diferentes das minhas e daquelas que estou acostumada a ler. Caso não tenha ideia de qual livro desse tipo ler, não se avexe não, vou te indicar alguns:

 
A irreverente Meg Cabot quase nunca erra e "O Garoto da Casa ao Lado" foi um de seus maiores acertos. Sendo minha autora preferida na adolescência, eu devorava qualquer coisa que tivesse o nome de Meg escrito, e com esse livro não foi diferente. Em apenas uma noite eu mergulhei de cabeça na história de Mel e John e a única tristeza que eu senti ao ler esse livro, foi quando cheguei ao fim.

Aqui conhecemos Melissa Fuller, uma jornalista que vai de mal a pior no trabalho, que pela 37ª vez está atrasada porque estava socorrendo Helen Friedlander, sua vizinha de oitenta anos, que entrou em coma após levar um golpe na cabeça, em conseqüência de um misterioso atentado. Por conta disso, ela tem que chamar Max para cuidar dos animais de estimação da sua tia. O problema é que ele não está interessado em nada disso, então, cobrando uma velha dívida do passado, o cara convoca John Trent para fingir ser ele e cuidar dos animais. O que John não esperava era acabar se apaixonando por Mel.

Sendo escrito totalmente em forma de e-mails, o leitor acompanha os pontos de vista de diversos personagens, desde os principais até os secundários, o que, ao meu ver, é um ponto extremamente positivo, já que a história não é alienada pela opinião do protagonista. Foi o primeiro livro que li que possuía essa narração inusitada e Meg a fez funcionar, mesmo para mim que na época que li tinha 14 anos e não me aventurava muito em leituras diferentes. Com uma história leve, simples e muito fofa, esse é um livro perfeito para sair de uma ressaca literária, assim como para dar essa relaxada que a gente tanto deseja.




O que dizer sobre essa série de livros além de: uma das coisas mais lindas que eu já vi? As três histórias são interligadas e independentes ao mesmo tempo. O primeiro deles que li foi o de Lola que, sinceramente, foi o meu preferido. Tentei ler o de Ana antes, mas não me prendeu muito, só depois que li Lola e percebi que Ana aparece lá que tive muita vontade de ler o primeiro livro e não me decepcionei. 

As três histórias são leves, descontraídas e apresentam personagens bem diferentes um do outro. São uma ótima pedida se você quer ler um romance mais fofo, mas recheado com um pouquinho de drama. O melhor de tudo é que em Ana e Isla, a gente faz uma viagem magnífica para França! Não tem como deixar de curtir essas histórias.


Esse livro conta uma das histórias mais sensíveis que já li em minha vida. Fala sobre relacionamentos, divórcio, recomeços, relação de pais e filhos, luto e, é claro, amor. Aqui, conhecemos Hadley que acaba de perder o vôo para o segundo casamento do pai, momento este que conhece Oliver, um jovem universitário inglês, que também está indo para Londres. 

A conexão e química desses dois é instantânea e tudo que a autora me fez querer era vê-los superarem seus traumas e ficarem juntos. Uma das coisas mais legais sobre esse livro é que se passa em 24 horas, o que apenas dinamiza a história e faz com que esta fique ainda mais leve e relaxante. Mas não se engane pelo tamanho pequeno, esse livro me fez passar por uma montanha russa de sensações e um turbilhão de lágrimas.


Esse livro é uma das coisas mais fofas com as quais já tive contato, com o mesmo tipo escrita diferentona de "O garoto da casa ao lado", Jennifer E. Smith, a mesma autora de "A probabilidade estatística do amor à primeira vista", decidiu contar a história de Ellie e Graham por meio de e-mails e, mais uma vez, essa escrita super funciona para mim. 

Logo no prólogo eu já estou sorrindo feito boba, como se fosse eu protagonizando aquela troca de mensagens. A história começa quando Graham manda um e-mail sobre o seu porquinho de estimação Wilbur para o endereço errado e Ellie é quem recebe. Logo a garota responde apontando o equívoco e assim nossa história de amor doce e fofa começa. Vale super a pena conferir, além de ser pequeno, a leitura por troca de mensagens faz com que a história flua rapidamente.


Acho que vocês já perceberam o quanto eu amo Meg Cabot, não é mesmo, @? Bom, na verdade essa autora facilita muito já que "A rainha da fofoca" tem tudo o que uma comédia romântica ambientada no cenário estadunidense dos anos dois mil tem direito: muita moda, atrapalhadas, luxo, viagens, comédia, pegação, romance, autodescoberta e amor próprio.

Neste livro somos apresentados à Lizzie, uma jovem mulher que acaba de se formar na universidade e que decide ir para Londres encontrar Andrew, o seu namorado à distância que conheceu apenas três meses atrás (detalhe, eles só ficaram juntos pessoalmente por uma noite antes do boy voltar para a Inglaterra). Ao chegar na terra da rainha, Lizzie acaba descobrindo que o seu namorado não é tudo aquilo que ela pensava, o que faz com que ela siga viagem para França, onde Shari, sua melhor amiga, está com o namorado, Chaz, curtindo o verão europeu e ajudando na organização de um casamento no Chateau Mirac, um castelo francês lindíssimo que pertence à Jean-Luc, um grande amigo de Chaz.

Muita coisa acontece nesse livro e tudo só faz com que a gente se apaixone ainda mais por Lizzie e por todas as confusões que ela e sua boca grande a metem. Para melhorar ainda mais a situação, temos mais duas sequências da história, o que é perfeito, já que podemos acompanhar a protagonista e perceber o quanto ela amadurece no decorrer dos anos, tanto emocial e psicologicamente, quanto profissionalmente falando. É uma ótima opção para qualquer momento do ano!

  • Já pensou escrever sua própria história? 💬

Calma, não estou sugerindo que você se torne um escritorx (mas não vou mentir que eu acho um máximo, quanto mais gente escrevendo, melhor), mas sim, desabafar um pouco sobre os seus sentimentos, seu dia, pensamentos, sonhos e aspirações. Creio que uma das melhores formas de expressão é por meio da escrita e você nem precisa compartilhar com outras pessoas, basta você mesmo. 

Você pode contar a sua história ou até mesmo inventar uma nova, acredite, a imaginação não tem limites e a manutenção de um diário ou, mesmo uma rotina de escrita é uma terapia maravilhosa!

  • Assistir à uma série bem levinha, também é uma ótima atividade! 🎬

Quem me conhece sabe (encarnou a blogueira), quando o assunto é filme, série ou música, a doida aqui fica mais maluca ainda. Passeio por todos os gêneros possíveis, mas últimamente, o que eu tenho consumido feito uma rata de cinema são essas produções mais leves e sensíveis. Por isso vou te indicar algumas que me emocionaram e me fizeram rir horrores:


Lançada no ínicio de 2020, criada e produzida pela NBC, "Zoey's extraordinary playlist" juntou tudo o que eu mais amo em uma única produção: música, comédia, romance, representatividade e drama. Essa série me fez rir e chorar como um bebê, além de ser extretamente sensível e ainda mais sensata, a produção trata de assuntos muito delicados e caros ao debate de uma maneira linda, doce e irreverente. 

Aqui, vemos a protagonista lidando com as dificuldades no trabalho, ao ser uma das poucas mulheres na empresa de tecnologia, ao mesmo tempo que enfrenta a doença degenerativa do pai ao passo que tem que aceitar que este, a qualquer momento, pode morrer. 

Apesar de uma situação tão pesada, a trama fica muito mais leve quando Zoey adiquire a habilidade de ouvir os sentimentos das pessoas por meio de músicas, as quais ela chama de "heart songs" (ou músicas do coração, em uma tradução literal). Cheio de performances musicais incríveis e atores/cantores extremamente talentosos, "Zoey's extraordinary playlist" se descata, aos meus olhos, como uma das melhores séries do ano.


Ainda não existem palavras para descrever o quanto eu amo "Grown-ish", o spin-off adolescente da também amada e aclamadíssima "Black-ish". Como uma mulher negra de pele clara, sempre me vi muito representada por "Black-ish", principalmente pela Rainbow Jackson, a médica e mãe fodona que cresceu com o estigma de ser uma criança mestiça. Mas essa representatividade foi multiplicada por mil quando eu tive contato com "Grown-ish".

Aqui acompanhamos a vida de Zoey, a primogênita dos Jackson, na faculdade, onde ela se redescobre como artista, se apaixona, supera, segue em frente, quebra a cara e se levanta um milhão de vezes. Além de abordar diversos asssuntos como luto, desilusões amorosas, uso de drogas, assédio sexual, homofobia, etc. 

Usando o recurso da quebra da quarta parede, a interação de Zoey com o público torna tudo mais dinâmico e ainda mais íntimo para o telespectador, sendo recheada de ironia e comédia. Vale cada segundo.


Pouco conhecida na mídia, "Derry Girls" é uma produção irlandesa da Netflix que merece toda a aclamação possível. Se passando no fim dos anos 90, o teleespectador é apresentado à um pouco da história britânica, em especial, ao conflito que levou a separação da Irlanda e Irlanda do Norte e os impasses entre católicos e protestantes na região. Tudo isso sob o ponto de vista de cinco garotas (porque James, apesar de ser um menino é uma das garotas de Derry) malucas e extremamente engraçadas, que estudam em um colégio católico para meninas.

A cada episódio, prepare-se para embarcar em uma nova confusão. Cheia de sarcasmo, comédia e referências culturais, "Derry Girls" é uma série leve e bem pequena que pode ser finalizada em uma tarde.


Um dos mais novos lançamentos da Netflix, "The Duchess" foi criado e protagonizado por Katherine Ryan, uma comediante canadense que se mudou para a Inglaterra no único intuito de fazer comédia, até que engravidou, o que fez com que seu show e habilidade de comediante ficassem ainda melhores e mais ricos.

Baseado na vida da criadora, "The Duchess" nos apresenta uma protagonista forte e independente que logo de cara mostra que uma mulher não necessita de ter um homem por perto para ser feliz, na verdade, isso é o que Katherine (sim ela manteve o seu nome real, um máximo não é?) menos deseja. Tudo o que a protagonista quer é continuar a viver perfeitamente sozinha e feliz com sua filha, ao mesmo passo que ambas desejam mais um integrante na família: um bebê. 

Recheada de moda, empoderamento e figurinos incríveis, essa é uma produção irreverente, hilária e "boca porca" da Netflix, que consegue mostrar um pouco da habilidade incrível de Katherine Ryan em fazer comédia, além de desconstruir o ideal de mãe e mulher perfeita tão forte em nossa sociedade ocidental, apresentando uma personagem que eu totalmente iria querer como amiga. 


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Bom, no fim das contas, não importa o que você faça, se vai seguir minhas dicas ou não, mas sim que você se dedique um tempo só para você. Precisamos nos preservar, amar e cuidar mais. Acredite, pequeno girassol, você vale muito!


⚡Falando nisso, já ouviu Lady Gaga hoje?



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Até mais, bee.💗

Comentários

  1. Graças a Deus, que ainda tem alguém falando sobre a Rainha da Fofoca. Só li esse livro recentemente, mas parece que todo mundo leu há séculos atrás e ninguém fala mais nada! Nem a própria autora. Achei a maior sacanagem. Estou falando dele pra todos os meus amigos, preciso conversar com alguém sobre kkkkkkkkkkkkk Muito obrigada pelo seu artigo, super necessário!

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    1. Siim! Eu me sinto do mesmo jeito. Apesar de ter lido há algum tempo, eu amo reler essa história quando estou em alguma ressaca literária ou entre llivros muito tensos e quase nenhuma de minhas amigas leram. Que bom que gostou do post! Fique ligadx às próximas <3

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